Quem
você pensa que é?
O
título desta série é uma provocação e os textos são convites para reflexões.
Minha intenção não é mostrar uma fórmula pronta para os temas abordados, mas
possibilidades a serem pensadas, que podem ser aceitas ou descartadas. Muitas
vezes pensamos e agimos de determinadas maneiras sem nem mesmo saber por que,
nem de onde veio esse nosso modo de ser. A ideia por detrás das abordagens aqui
é mostrar a quem as lê que um assunto pode ser visto de outro
modo, sem ter a presunção de indicar um caminho, mas, sim, a ousadia de
convidar a quem ler a ‘pensar sobre’. É comum concluir que somos o que somos
porque já nascemos assim. Alguns dizem que temos a nossa própria essência e
ela é imutável. Será verdade?
Herdamos, de fato, muitas coisas ao nascer,
como, por exemplo, um organismo, que pode facilitar ou dificultar nossa
existência. Viemos à existência em uma família, num bairro, numa cidade, num
Estado, num país, num planeta, numa galáxia. Tais fatos interferem em nossa
vida significativamente, mas eles não necessariamente determinam o nosso
destino, a menos que permitamos isso.
Nós vivemos em determinada época que traz valores, dogmas, fantasias, medos e perspectivas.
Ao nascermos somos cuidados por uma família que carrega consigo peculiaridades
que a faz diferente de todas as outras e, ao mesmo tempo, parecida. Por
exemplo, nossa mãe herdou de nossa avó um modo de preparar as refeições. A última aprendeu isso com nossa bisavó, que, por sua vez, foi ensinada por com nossa tataravó. Deste modo podemos nos acostumar
com temperos passados por várias gerações. No entanto, ao nos tornarmos
adultos, podemos escolher continuar neste mesmo processo ou optar por alimentos
e temperos diferentes. Circunstâncias mudadas também podem interferir no que
comemos.
Aprendemos
com nossa família um ‘modo de viver e encarar a vida’. Mas quando interagimos
com pessoas de outras famílias - na creche, escola, bairro ou emprego -
descobrimos outros modos de viver e, novamente, podemos escolher uma ou outra
maneira e, muitas vezes, fundi-las ou criar uma nova.
Certas
coisas nós adotamos como nossa, porém, algumas delas parecem nos incomodar ou
não nos satisfazer, mas nem sempre percebemos que podemos escolher. A expressão
‘sempre foi assim’ pode parecer verdadeira e muitas vezes nos impedem de
ver que ‘não precisa continuar assim’,
pois podemos tentar o ‘diferente’.
Às
vezes quando chegamos à fase adulta deduzimos que finalmente alcançamos nossa
independência, no entanto, sem perceber, estamos enredados num modo de ser que
nos aprisiona. O fato é que somos moldados gradativamente e de várias maneiras
durante nossa existência. Com o passar do tempo nos tornamos ‘produtos
fabricados’ pela sociedade sem nos darmos conta disso. Ou seja – pensamos que
somos aquilo que escolhemos ser – porém, uma análise cuidadosa pode revelar que
muitas coisas que acreditamos serem decisões pessoais, foram inseridas em
nossas vidas por outros. Não há nada de errado em indicar o caminho para
outros, nem de escolhermos o trajeto indicado por eles. Isso faz parte do
processo existencial. O problema estar em simplesmente seguir um rumo
apresentado sem refletir sobre isso. Cabe a cada um de nós escolher nossa
trajetória entre as possibilidades apresentadas por outros e, ou, encontrada
por nós.
Jamais devemos terceirizar nossas
decisões. Não decidir nada não nos isenta da responsabilidade, pois ‘não
escolher’ já é uma escolha.
Nos textos desta série procuro, em
situações corriqueiras, mostrar que temos a liberdade de escolher e, assim,
assumirmos a responsabilidade pelas opções adotadas.
Roberto Policiano
Penso assim também. Parabéns tio. Que Jeová te continue te abençoando a fazer textos que podem fazer a diferença (para melhor) na vida das pessoas!
ResponderExcluirAdmiro seu trabalho e principalmente seu modo de ser e viver!
Do seu sobrinho;
Eduardo Policiano da Silva
Olá Eduardo! Obrigado por sua visita ao blog e por suas palavras. Se eu conseguir fazer a diferença para melhor me sentirei ricamente recompensado. Um grande Abraço!
ExcluirOi Irmão Rui, boa noite.
ExcluirGostei muito do que escreveu,
Parabéns pela iniciativa! Jeová continue o abençoando.
Escolher, uma palavra que até parece um frase, e por parecer um frase não a torna nada fácil, pois como o texto sugere, e também a história nos mostra,
ResponderExcluira escolha não é brincadeira não, ela é de extrema importância para todos nós.
Parabéns meu irmão, gostei muito do texto.
De seu irmão;
Pedro Ricardo Policiano da Silva
Olá Pedro Ricardo! Obrigado por sua visita e por seu comentário. Sim, escolher não é fácil, mas é preciso. Afinal, a vida é a soma das escolhas que fazemos. Um grande abraço!
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