quarta-feira, 6 de maio de 2020

Pingos

Série: psicologicamente poético



Pingos



D

E



P

I

N

G

O



E

M



P

I

N

G

O

Enche-se a bacia.

Só nos resta decidir

O que fazer com a água.

Onde se lava o rosto

Lava-se também os pés;

Só é preciso escolher

A sequência certa.

E a água barrenta?

Não a jogue fora,

Pois ela alimenta

Exuberante flora.

A bacia, depois de lavada,

Volta, em novo ciclo,

A guardar os pingos

Da nova jornada;

Assim como um circo

Sempre se remonta

A cada temporada.

E se a bacia fura?

Não serve mais para nada?

Ela ainda tem cura

Se for remendada.

E se o rombo for grande?

Enche-a de terra, semeie,

E aguarde a florada!

Ou, se preferir,

Plante só tempero,

Que vai lhe servir

Para o ano inteiro!

Se escolher cebola,

Vai fazer chorar

Quando for cortada.

Mas, por outro lado,

Vai deixar seu prato

Mais elaborado.

E como se desfaz

Da união ardente

Entre a cebola e o bafo?

Muna-se de uma pena,

E, num desabafo,

Teça seu poema!

Roberto Policiano

3 comentários:

  1. Estava atoa na vida e lembrei de ti fui buscar lá atraz o endereço pra eu ler me diverti foi muito bom continue assim não desista de nos ok.bjs

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    1. Le cantando no som da música da banda passar ta

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    2. Obrigado pela visita, seja sempre bem-vindo(a). Espero não desistir, obrigado pelo incentivo.
      Grande abraço!

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