Série: Quem você pensa que é?
Formação
Tia e sobrinha conversavam sobre a vida e suas consequências. Comentavam sobre os tipos de pessoas diferentes que conheciam e como cada uma delas reagia de maneira diferente diante da mesma situação. E a entrevista começou, girou e terminou neste mesmo tema.
Dias depois a tia convidou a sobrinha para acompanhá-la numas compras que faria num dos shoppings da cidade. Já haviam passado das treze horas, de modo que a acompanhante foi convidada a almoçar num dos restaurantes do local. Era comida por peso, portanto os clientes se serviam dos alimentos que apreciavam. Depois dos pratos montados elas ocuparam uma das mesas. Logo as bebidas solicitadas foram trazidas por uma das atendentes. Aconteceu o seguinte diálogo entre as duas:
- Percebi que você gosta de batatas.
- E como! Acompanha bem qualquer prato.
- E pelo que eu vejo chuchu não é muito apreciado por você.
- Não sei como alguém consegue comê-lo, não tem gosto de nada!
- Lembra-se da conversa que tivemos sobre as pessoas serem diferentes?
- Claro que sim! Até me lembro de que eu perguntei como eu vim a me tornar a pessoa que sou hoje.
- Pois bem, o sistema de alimentação deste restaurante pode ilustrar a resposta à sua pergunta.
- Como assim?
- Há uma grande variedade de alimentos disponíveis para nos servirmos e podemos escolher os que queremos e simplesmente deixar os não tão apreciados por nós onde eles se encontram.
- E o isso tem a ver com a minha pergunta?
- Tem tudo a ver! Quando nascemos recebemos de herança, além da constituição genética e dos recursos materiais de nossa família, o modo de ser de seus membros. Quando a isso não temos nenhuma escola à princípio, por não termos capacidade para tal. Geralmente adotamos os mesmos hábitos familiares, por exemplo, tipo de alimentos que consumimos, preferências por esporte, lazer, leitura, hábitos de estudos, lugar preferido para passar as férias, entre outras coisas.
- Insisto em perguntar o que isto tem a ver com a minha pergunta.
- Já vou chegar lá, tenha um pouco de paciência. À medida que crescemos entramos em contato com outras pessoas e, nestas ocasiões, temos oportunidade de escolher se queremos ser iguais à elas ou não. Quanto mais entramos em contato com gentes e ambientes novos, mais temos que decidir o que reter e o que dispensar, em vários assuntos da vida. Ao mesmo tempo, temos oportunidade de comparar o que herdamos de nossa família e o que deparamos de diferente. Nestas ocasiões podemos rever o que recebemos como herança e reafirmar o que foi nos ensinado, ou optar por algo novo que nos atrai. É como se estivéssemos em um restaurante escolhendo o que comer dentre todas as opções. Essas escolhas vão nos formando como indivíduos. É assim que nos constituímos.
- Quer dizer que o mundo nos oferece inúmeros caminhos e escolhemos qual deles devemos seguir?
- Isso mesmo! E cada escolha que fazemos nos torna a pessoa que escolhemos ser.
- Neste caso devemos tomar cuidado com o que colocamos no prato, ou seja, em nossas vidas.
- Exatamente, pois a pessoa que somos é a soma dos resultados das opções escolhidas.
- O que nos torna responsável pelo que somos!
- Muito bem! Em conclusão podemos dizer que temos total liberdade para escolhermos o que quisermos para nossa vida, e, junto com ela, a responsabilidade pelos resultados.
- E não tem como colocar a culpa no cozinheiro!
- Ah! Ah! Ah! Ah!
- Ih! Ih! Ih! Ih!
Taí gostei muito bom 😃
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